sábado, 9 de abril de 2011

Dos caminhos de verdade na verde vara vida Se não há silêncio ou dor Foi-se o fim da melodia
E não há silêncio no vazio

Na queda de cachoeiras

E se escreve na areia do tempo e silêncio O que há além Mas de pé em caminho E sonhos Nada que ali estava convém A suprirte Dos seus sonhos Em quedas da solidão Mas nas ilhas de seu sonho Seus refúgios eternos estão Mas no sonho de Macadâmia Cai a noite no verão E em vagas tardes negras Ah desejo, minha ilusão Caiemos nos sonhos de morte Pois nada ali se vai, e muito menos vem E no fim só vem a onda E varre da imensidão

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Jaula

Estou cansado de toda poesia
Cansado de palavras soltas no vazio
Estou cansado de ouvir e então sorrir
Seu olhar, seguir
Por dentro queimo ao som de seus passos
Na tentativa de falsos abraços
Desse toque de ilusão
Que em sua loucura os nomeia laços

Estou farto de toda obrigação
Mentira, farsa, simples atuação
De que serve alimentar
Quem de fome
No deserto
já morreu?

Quero correr e saltar um precipício
Sentir o vento por entre meus braços
Rasgar essa mancha de nome amor
E então esfriar no mundo vazio

Mas os passos se aproximam
E agora sorrio.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

No fim

E espero um dia, quando muito velho, sentar-me no alto de uma colina verdejante
olhar para todo o caminho de minha vida
e sorrir
não lamentar os erros
as perdas
os enganos e os infortúnios
não, não adianta lamentar
não voltarei outra vida para repara-los
quero apenas sorrir
de todas as bobagens
de todos os desvios
de todos os amores
de todas as perdas
pois no fim
a soma só dá um resultado
vitória.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Todo aquele que espera
Sabe bem o que virá.




A cultura é uma prisão, e somos as barras que nos encarceram.