quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Madonna, Britney e Gaga - Porquê agora?


Quando criança, minha mãe costumava me dizer "que tudo tem seu tempo". Eu, teimoso como devia ser, não concordava com suas palavras; hoje posso ver que ela estava certa.
Lady Gaga a cada segundo que se passa sobe mais e mais nas paradas de sucesso de todo o mundo, solidificando sua carreira e mostrando a todos que ela, sim, veio para ficar. Mas porque agora?

Há quase três décadas (sim, já faz um bom tempo) Madonna surgia no cenário musical norte-americano. Poucos naqueles seus primeiros anos poderiam prever que ela se tornaria a Rainha do Pop, e que passado três gerações, seu poder ainda seria enorme. Mas como toda rainha, Madonna também tem seus dias contados, e na linha de sucessão muitas princesas já ambicionaram seu trono.

Britney Spears por muitos anos foi a mais cotada, sendo apresentada ao mundo como a sucessora da grande senhora da música Pop. A Princesinha desempenhou por longos anos muito bem seu papel, tornando-se uma das personalidades mais importantes e influentes do fim do século XX e início do século XXI.

Mas, apesar de tudo, o destino parece ter brincado com a vida de Britney, colocando-a num carrinho de Montanha-Russa, derrubando não só a personalidade Spears, mas também a mulher, esposa e mãe que existia atrás dos flashes e capas de revistas.

Britney acertou em muitos quesitos. Foi paciente, não competiu com Madonna (como muitos fazem com a senhorita Spears), encantou as massas, agradou os críticos (até o inagradável Perez Hilton), chocou, escandalizou. Tudo como o manual previa.

Mas eis que surge, no fim da primeira década do século XXI uma nova voz potente, um rosto diferente, um estilo alucinante e um cabelo loiro como o de todas as outras aspirantes à Rainha de alguma coisa. Lady Gaga é seu nome, e suas referências à cultura Pop dos anos 80 vão além do seu título.

Essa mulher que ousa em suas letras, choca em seus beijos gays e deixa qualquer um invejoso de seu guarda-roupas é a mais nova herdeira do trono Pop. Mas o que torna Gaga apta a reinar e o que desqualifica a princesinha Britney?
A resposta é simples: A época.

Lady Gaga é a cara do mundo pós 11 de setembro, do terceiro milênio. Ela é tudo aquilo que sonhávamos para o século XXI quando ainda crianças ansiávamos um futuro prateado. E Gaga foi capaz de combinar todos os signos que representam a nossa sociedade em sua arte.

Seja no excesso de cores, no brilho exagerado, na constante presença do dourado e do prata. Ou em seus clipes em clima de delírio noturno (que Salvador Dali invejaria), nas letras que cantam sobre a vida que qualquer um gostaria de viver, ou até mesmo nas melodias dançantes de suas músicas que embalam nossas noites de Sábado.
Sim. Lady Gaga é uma mulher de seu tempo.

Madonna já vinha anunciando um mundo como o nosso há anos, e dessa forma ajudou-nos a enxergar uma saída do século XX, iluminando-nos o caminho.
Britney Spears, por sua vez, atuou como a parteira (desculpem-me pelo exemplo) da nova era que estava por vir. Agindo como uma ligação, um elo, uma ponte pela qual pudéssemos atravessar entre o velho e o novo, preparando-nos para o que logo chegaria.

Ela rompeu o último entrave da música Pop. Sua queda nos anos de 2006 e 2007 devem ser vistas não como uma derrota, mas sim como um grito de vitória dolorosa. Sua cabeça raspada e sua peruca rosa (um luxo de peruca aliás) gritaram ao mundo: "Acabou, e que comece o século XXI".

Gaga assim surge como a responsável pelo novo mundo que por vinte anos veio sendo tecido e desbravado pela rainha e pela princesa. E a corte, finalmente se completa.
Rainha, princesa, e agora, Lady. Todas responsáveis pela perpetuação dessa linhagem magnífica que nos presenteia com seus sons e hábitos que invejamos e imitamos todos os dias, pois eles representam tudo aquilo que queremos ser.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O que não pode se levar

Escreveram meu nome numa folha de papel. O Vento veio e a levou.
Restou então apenas a lembrança.
Havia um nome, havia letras bagunçadas, meio sem sentido. Havia uma intenção.
Mas o vento veio e também a levou.
Restou agora apenas o desejo.
O sentimento.
A vontade e a realização.
Que o vento também levou.
Restou o vento então, cheio de si por tudo ter levado, por nada ter deixado pelo caminho. Por ter ficado sozinho.

Sozinho...

O Vento não podia se levar...

João reatador de nós - Call me iff you need

Escrevi isso do ponto de vista de uma amiga, por isso não reparem o eu lírico feminino. =)
João reatador de nós! Cobro baratinho, prometo xD


As palavras que fogem de mim se refugiam no desespero da expectativa de um amanhã solitário. Saí da escuridão sem você, e desde então caminho na sombra de sua ausência.

Perdida nos embalos de nosso louco amor me deixei envolver pelo doce aroma de palavras fáceis e lascivas. E você dançou comigo a valsa de uma mentira, trilhando o caminho da ilusão que nos conduziu à escura noite. Eu sozinha, você também. Entre nós, palavras nunca ditas.

Eu tentei explicar e tentei entender. Mas a noite ainda era longa, e o abismo entre eu e você crescia com as sombras da dor da solidão, a dor da separação.

Tentei dizer que aquilo era amor, que era paixão. Mas seduzido por outras palavras você se deixou levar por novas mentiras, e por outros caminhos seguiu. E eu ainda sozinha na profunda noite de solidão.

E lutei, e gritei, e eu te amei. Nós lutamos, gritamos, nos amamos.
E foi como a primeira vez, como o primeiro dia de nosso amor. Inocente como uma criança ao nascer, doce como só você sabe ser, claro como o surgir de um novo dia.

Mas o amor não é feito apenas de luz, nele também há escuridão. Nele há dia, nele há noite, felicidade e ilusão.

Mais uma vez o escuro e o frio se aproximam, e desta vez quero estar ao seu lado, de mãos dadas para enfrentar as ameaças ao nosso louco jeito de amar. E assim atravessaremos a sombria noite que desta vez já não será de solidão. Eu dizendo palavras de amor, e você entendendo que te amo e que me amo também, pois já não somos eu e você, mas sim um só. Na noite de união.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Blá

Não estou realmente inspirado ou coisa do tipo para escrever. No entanto quero ver essas letrinhas aqui no lugar onde elas sempre devem ficar.

Eu tomei muita Coca e estou num estado meio Zumbi. Não sei se tenho sono, se estou vivo, se estou hiperativo. =O

OH My Fucking Good

sábado, 3 de outubro de 2009

Ferrou-se

E agora querem cancelar as pontuações acrescidas da nota do Enem na Fuvest, Unesp e Unicamp.

Não há o que se comentar.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

E a Olimpída é nossa...

E hoje, depois de 509 anos o Brasil finalmente consegue o direito de sediar uma Olimpíada. Legal! Legal?

O brasileiro tem o péssimo hábito de esquecer-se facilmente de fatos que deveriam ficar registradíssimos em suas mentes. Há apenas um dia cancelou-se o mais importante exame do país por suspeita de fraude, e hoje já estamos comemorando eventos esportivos como se não tivessemos problema algum para lamentar.

Nós, povo brasileiro, adoramos reclamar dos nossos políticos ladrões, de nossa Políca corrupta e vendida, e de nossas instituições que há muito perderam a ética; no entanto, poucas são as vezes em que questionamos nossa própria conduta.

Todo homem é corruptível, isso é fato, e não há Santo que diga o contrário. Mas no Brasil, essa frase torna-se tão real, tão presente, que atinge todos os níveis da sociedade. Desde desvios milionários por parlamentares, até um vergonhoso caso de venda de prova. Passando pelo clássico "jetinho brasileiro", que nada mais é do que um nome mais leve para a dura palavra corrupção.

Mas não devemos nos preocupar, afinal, temos um grandiosa olimpíada para se organizar, e sete anos é muito pouco tempo. Especialmente quando tem-se que lavar, desviar, sonegar, roubar, superfaturar, e tantos outros verbos no infinitivo para se conjugar.

A Olimpíada de 2016 pode ser a chance para o Rio de Janeiro solucionar seus enormes problemas sociais que não parecem ter fim. Mas corre-se o risco ( e que risco) de termos um Pan-Americano em proporções muito maiores. E desta vez a vergonha seria mundial.

Nosso país, como nenhum outro, sabe fazer festa. Tomemos como exemplo o Carnaval, ou o nosso Futebol, o Reveillion em Copacabana, as manifestações artísticas no Nordeste ou as expressões culturais da Amazônia. Quando o assunto é cultura, nosso país, indubitavelmente, é campeão.

Porém, nosso principal desempenho, nossa maior conquista, nossa mais brilhante medalha também é nossa maior perda, nosso vexame, nossa grande vergonha. Pois se tratanto de maracutaia, tramóia, super-hiper-mega-master-blaster-faturação, o Brasil, em larga vantagem, é ouro.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Para aqueles que sabem ler

Segunda, Terça, Quarta, Quinta e Sexta. Não importa o dia, semanalmente eu caminho à biblioteca e me vejo em meio a dezenas de corredores, entre milhares de livros. Hoje, não foi diferente, caminhei escutando música como sempre, tropecei nas calçadas desniveladas como sempre, quase fui atropelado por uma bicicleta, como sempre. Tudo estava exatamente igual.

Até que mais uma vez me embrenhei pelos corredores abarrotados de livros, e pasmem, não os encontrei lá. No lugar das capas duras, capas moles, brochuras, relíquias seculares, best-sellers, havia pessoas. Homens e mulheres, crianças e idosos, negros, brancos, índios e mestiços, todos estavam lá, balançando suas perninhas nas estantes, uns acenando, outros sorrindo, alguns meio melancólicos, outros deprimidos, e ainda havia aqueles que sequer me olhavam.

Livros são como pessoas. Eles têm tamanhos diferentes, cores diferentes, conteúdos, cheiros, ideias, sentimentos diferentes, eles têm personalidade.

Podemos recorrer aos livros nos momentos mais solitários dos nossos dias, e eles sempre estarão lá, dispostos a nos acompanhar e nos tirar da mesmice, do isolamento, nos contando histórias magníficas sobre as mais diversas e surpreendentes aventuras. Nos transportando para o mais profundo abismo, ou para a mais alta montanha.

Livros também nos procuram para desabafar. Para falar de amores não correspondidos, de vidas mal vividas, de ódio, inveja, de saudade, de paixões avassaladoras. Livros nos enxergam como terapeutas, que os analisam e apoiam incondicionalmente.

Livros nos despertam sentimentos. Seja pelos cheiros que nos fazem viajar a outro plano existêncial, seja por passagens que levam à reflexão. Eles nos fazem rir, chorar, odiar os vilões, amar os mocinhos, ou amar os vilões e odiar os mocinhos. Livros tocam nossos corações.

Ainda há aqueles livros que são como nossos melhores amigos, que não nos cansamos de gastar horas e mais horas em longas conversas. Todos temos em nossos quartos, ou salas, ou bibliotecas aquele volume que constantemente insistimos em tirar de sua capa de poeira para papearmos por coisas as vezes muito inúteis. E por mais que conheçamos o final da história, conheçamos cada vírgula e ponto final, não nos enjoamos deles, pois são como amigos que não cansamos de rever.

Livros, livros, livros...

Tão vivos quanto eu ou você. Escondidos sobre capas sóbrias e páginas secas. Prontos para se revelarem para todo aquele que souber...

Ler!