sexta-feira, 8 de julho de 2011

Ônibus

Eu escrevo sem nexo
Sem data e sem verso
Eu escrevo sem lógica
Motivo ou razão
Eu escrevo somente
Qualcosa de novo
Eu escrevo pra nada
Ninguém ou leitor
Eu escrevo com a pressa
De um mundo que corre
Porque o trem vem
E o tempo já foi
Eu escrevo mentiras
Segredos e dores
Eu escrevo visões
De um mundo não meu
Eu escrevo a rotina
Eu escrevo a morfina
A puta da esquina
Eu escrevo de mim.

sábado, 9 de abril de 2011

Retido.
Sonho, imensidão, vazio, razão
Melodias de solidão
E nisso sim há razão
Dos caminhos de verdade na verde vara vida Se não há silêncio ou dor Foi-se o fim da melodia
E não há silêncio no vazio